quinta-feira, 31 de março de 2011

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Postado por Babi às 19:05
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"A vida é um quebra cabeça" - costuma dizer minha avó, e aos poucos vou montando o meu quebra cabeça. Às vezes as peças não se encaixam, aliás, muitas vezes elas não fazem o menor sentido.

Sinto que as vezes a minha vida tem um número de peças complicadas muito maior do que de costume. Prefiro pensar que essas peças são as famosas "fases", pois é, desse jeito minhas vida parece menos deprimente. Não que eu seja daquelas pessoas que se trancam no quarto e se cortam com uma gilete, sou medrosa demais para isso, ou racional demais, quem vai saber?

Sou do tipo que prefere enfrentar as coisas com um sorriso no rosto, com a cabeça erguida e fingindo que nada aconteceu. Mas às vezes isso cansa e os olhos derramam toda a decepção e toda a tristeza que eu tento esconder. "Pelo menos ninguém está vendo" penso eu enquanto desconto no travesseiro todas as minhas frustrações.

Eu disse que viria mais vezes aqui para escrever, me desabafar. Não tenho respeitado essa promessa como gostaria e peço desculpas. Mas prefiro poupar vocês de textos sem sentido e publicar aqui somente coisas menos ruins.

"Today is gonna be the day
That they're gonna throw it back to you
By now you should've somehow
Realized what you gotta do
I don't believe that anybody
Feels the way I do
About you now"

quinta-feira, 24 de março de 2011

FAÇA A SUA PARTE

Postado por Babi às 22:13
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A três anos eu apago as luzes, e pode acreditar, isso não dói. Faça você também a sua parte e dê exemplo para outras bilhões de pessoas.


No dia 26 de março de 2011 das 20:30 às 21:30, perca um episódio da novela, junte a família, faça um fantar a luz de velas e deixe o mundo apagado por 60 minutos. Você pode sim fazer a diferença, basta querer, e é aí que fica a parte difícil.

domingo, 20 de março de 2011

Sem palavras.

Postado por Babi às 14:24
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Em meio a tanta destruição e tanta tristeza que tem tomado conta do povo japonês após os desastres que vem acontecendo, tantas imagens tristes que mais parecem cenas do filme "2012", me pego chorando ao ver essa linda imagem:


Esse urso panda, sobrevivente da tsunami, ainda assustado abraça carinhosamente a perna de um policial. Pois é gente, coisas assim é que me fazem pensar no quanto a natureza é linda e no quanto nós somos ingratos por tratá-la tão mal.

Me sinto péssima olhando para esse animal tão lindo, e imaginando que um dia ele não estará mais aqui, assim como tantos outros, graça a ações que nós, seres humanos, praticamos.

FAÇAM O TESTE DO BIG GREEN CLICANDO AQUI E O TESTE DO IBGE TEEN CLICANDO AQUI E VEJA SE VOCÊ É UM AMIGO DA NATUREZA.

Vamos ajudar o nosso planeta.

sábado, 19 de março de 2011

Que vai ser quando crescer?

Postado por Babi às 12:56
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Vivem perguntando em redor. Que é ser?
É ter um corpo, um jeito, um nome?
Tenho os três. E sou?
Tenho de mudar quando crescer? Usar outro nome, corpo e jeito?
Ou a gente só principia a ser quando cresce?
É terrível, ser?
 Dói? É bom? É triste?
Ser; pronunciado tão depressa, e cabe tantas coisas?
Repito: Ser, Ser, Ser. Er. R.
Que vou ser quando crescer?
Sou obrigado a? Posso escolher?
Não dá para entender. Não vou ser.
Vou crescer assim mesmo.
Sem ser Esquecer.


Carlos Drummond de Andrade

sexta-feira, 18 de março de 2011

É NÓIX NA UFSC 2011

Postado por Babi às 16:42
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Geeeeente, o quanto é bom receber um telegrama dizendo que você passou no vestibular. Melhor coisa do mundo, sério. Isso conseguiu me deixar sem palavras, e olha que isso é difícil.


PASSEEEEEEEI PORRA! SHAUHSUAHSUAHS


Pronto, extravasei.

sábado, 5 de março de 2011

Mesmices

Postado por Babi às 15:01
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Um novo dia mas sempre a mesma rotina.
Levanto-me aos tropeços e meio cambaleante arrumo meu cabelo, com preguiça demais para penteá-los, desambaraço-os com os dedos. Coloco algo que seja confortável o bastante e tomo meu café da manhã. No ônibus, que pego às pressas, vejo os mesmo rostos já conhecidos. As mesmas manias, as mesmas maneiras de se vestir, as mesmas pessoas e aquele mesmo jovem casal que me deixa com inveja por não ter quem me dê um ombro para que eu possa dar uma leve cochilada.


Com os olhos ainda ofuscados pelo sol matutino e pelo leve sono que ainda me possui, consigo avistar aquele mesmo ponto de ônibus, com aquela mesma propaganda que já está desbotada pelo tempo.
Desço do ônibus meio desajeitada, e avisto aquelas mesmas pessoas naquele mesmo barzinho de madeira tomando seu café da manhã. Desejo me juntar a eles, afinal, parecem tão alegres discutindo o resultado do jogo do dia anterior. Chego até aquele mesmo portão de ferro, onde aquele mesmo homem varre delicadamente a calçada com aquela mesma vassoura velha, enquando aquelas mesmas crianças chegam para mais um dia de aula.


Algumas chorando, e outras pulando felizes comprimentando os coleguinhas. O que me faz lembrar da minha infância, quando era eu quem chorava por estar sendo deixada pelos meus pais.
Mais uns minutos se passam e vou até a sala, onde espero ansiosamente a chegada daquela mesma pessoa, que me deixa com aquele mesmo frio na barriga. Ele chega. Mais do que nunca desejo que ele sente ao meu lado. Mas não. Ele senta na mesma cadeira costumeira, exatamente na minha frente. Fico feliz, pelo menos posso olhá-lo. Vez ou outra ele olha pra trás e eu lhe dou um sorriso amarelo. A aula acaba e eu me vou até aquele mesmo ponto de ônibus, com aquelas mesmas pessoas que apressadas buscam espaço para poder voltar para casa. E eu, entro naquele mesmo ônibus, com aquele mesmo cobrador rabugento que com um olhar carrancudo me deseja um bom dia.


Bom dia? Não, eu só quero voltar para casa e acabar logo com essas mesmices.
 

Esse é o MEU conto de fadas. Copyright © 2010 Designed by Ipietoon Blogger Template Sponsored by Emocutez